Professores, Professoras, Funcionários, Alunos e alunas da Escola Castelo Branco nos Jogos Internos 2012
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| Professor Oscar Filho e suas alunas da 335 |
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Esporte: Ética e respeito às
diversidades através de uma perspectiva saudável é o tema do IX Jicastes -
Jogos Internos Castelanos da Escola Estadual Castelo Branco, que integra o
Projeto do Terceiro Bimestre da Escola, de responsabilidade da área de
Linguagens, códigos e tecnologias. A abertura ocorre sábado, 10 de novembro,
a partir das 08h da manhã, na quadra de esportes da Escola Castelo Branco, no
bairro do Trem, com uma solene programação: desfile das equipes,
apresentação das deusas, hasteamento das bandeiras Nacional e do Amapá, corrida
da tocha, apoteose do fogo, juramento dos atletas, apresentação da Escola
Santina Rioli, início das competições, entre outras atrações.
O secretário estadual de educação, professor Adalberto Carvalho, acompanhado
dos técnicos da Seed, Antonio Favacho e Dina Marta Gonçalves reuniram no início
da noite da última sexta-feira, 16, com professores, coordenação pedagógica,
funcionários, representantes de estudantes e demais segmentos da comunidade da
Escola Estadual Castelo Branco, no bairro do Trem. Na ocasião o secretário anunciou
a permanência da atual diretora Maria Das Dores Lobato da Silva e do
diretor-adjunto José Carlos Fonseca. Uma semana depois do primeiro encontro o
secretário da Seed fez questão de reunir novamente com a comunidade
educacional, no auditório da escola, segundo ele, com o propósito de manter o
diálogo e anunciar a conclusão do relatório feito por uma comissão da Seed, a
respeito das manifestações contrárias a exoneração da diretoria da escola,
assinada no final da gestão do ex-secretário José Maria Lobato. O secretário
afirmou, na abertura da reunião, que incluiu na agenda da reunião de trabalho
que manteve com o governador Camilo Capiberibe na véspera, a reivindicação da
comunidade em prol da permanência da atual diretoria. Diante do parecer
favorável de relatórios, documentos, depoimentos de técnicos da Seed e dos
argumentos favoráveis da comunidade escolar sobre a gestão da professora Maria
Das Dores, o governador aprovou a permanência da diretoria. A Seed tornará a
exoneração sem efeito. O secretário Adalberto Carvalho anunciou também na
reunião a criação de núcleos pacificadores nas escolas com a figura do
professor mediador, projeto este que está sendo planejado em parceria com o
Ministério Público. Este núcleo atuará diante de conflitos interpessoais para
melhorar o clima e humanizar o ambiente escolar. Outra prioridade da atual
administração da Seed é o debate sobre a gestão democrática nas escolas
amapaenses, com incentivo para a organização e fortalecimento dos conselhos
escolares; critérios e participação efetiva da comunidade nas indicações de
gestores escolares capacitados para o cargo e projetos pedagógicos que possam
melhorar cada vez mais a qualidade da educação no Amapá. “Esta mobilização,
todo diálogo construído aqui na Escola Castelo é uma experiência positiva,
podemos considerar um ótimo teste para o início da gestão de nossa equipe,
tanto para mim quanto para as professoras Elda Araújo e Lúcia Furlan”, declarou
o secretário. A diretora Maria Das Dores e o adjunto José Carlos agradeceram o apoio
de toda a comunidade escolar, do presidente do Sinsepeap Aroldo Rabelo, da
imprensa, familiares, e reconheceram a contribuição decisiva da Seed para
garantir a continuidade de um trabalho que vem dando certo. “É por causa do
trabalho que realizamos em equipe, com o envolvimento de toda a escola que
estamos sendo reconduzidos, com responsabilidade ainda maior. Quem perguntar
hoje de quem foi nossa indicação vamos dizer, com toda a certeza, que a nossa
indicação para a direção foi da comunidade escolar Castelo Branco”, afirmou
emocionada a diretora Maria Das Dores. “Acredito que nosso trabalho está dando
certo, caso contrário a comunidade seria a primeira a dizer não para o nosso
retorno. Não fazemos questão de cargos, mas trabalhamos por amor a Escola Castelo
Branco onde já estou há doze anos”, garantiu o professor José Carlos, aplaudido
de pé por todos os presentes.
Eficiência pela incerteza
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A reação dos professores, funcionários e alunos da Escola
Estadual Castelo Branco, localizada no coração do Bairro do Trem, é a
demonstração de que
há pessoas interessadas no bom desempenho da política educacional na
rede de ensino público estadual do Amapá.
É claro que não haveria necessidade de um posicionamento radical do
tamanho que foi tomado pelos professores, funcionários e alunos,
chegando à declaração máxima do seu desconforto, uma espécie de
posicionamento onde mostram que não dá mais para assistir os
erros serem perpetrados de forma tão irresponsável, que chega a
contraria crianças e adolescentes que, todos os dias, vão à escola em
busca de conhecimento.
São mais de 450 escolas, mais de 12 mil professores e mais de 170 mil alunos que pertencem à rede estadual de ensino. São poucas as escolas do Estado que apresentam o grau de satisfação do corpo discente e docente e dos funcionários com o que é visto na Escola Castelo Branco. Mesmo não dando para analisar a questão de forma isolada – caso da Escola Castelo Branco -, mas, nesse caso, dá perfeitamente para perceber que, no conjunto, esse é, infelizmente, um caso raro de satisfação. Não dá para concordar, com a administração que, principalmente no sistema de educação básica, se interrompa um processo que vem dando certo e que, claramente não é mantido pelo personalismo da diretora que ganhou o respeito, não apenas pelas atitudes conciliadoras, mas pelos resultados espetaculares que pode contabilizar.
Em crise sistêmica, experimentando um terceiro secretário de Estado à
frente da Secretaria de Educação e muitas reclamações constantes de
atraso de pagamento de prestadores de serviços e de fornecimento de
material, a Escola Estadual Castelo Branco, aparece
como um oasis, nesse conturbado momento da gerencia do setor
educacional do Estado e, logo essa administração é punida com a retirada
dos seus principais articuladores – os gestores da escola.
Hoje dizer que em uma escola do Estado as dívidas estão sanadas, os profissionais de todos os segmentos da escola estão valorizados e são respeitados, que as salas de aula são ambientes adequados para ensinar e educar, que os alunos contam com livros novos na biblioteca, equipamentos eletrônicos e centrais de ar funcionando, que se está utilizando lâmpadas econômicas, que a caderneta eletrônica foi implantada e está funcionando através do sistema PROESC e da rede wireless, que a escola conta com a secretaria informatizada e com ambientação na sala de leitura, é uma raridade. Uma escola que viveu a retomada da elaboração do Regimento Escolar, já aprovado, e dispõe de um projeto político-pedagógico, adequado à realidade escolar. Onde também são desenvolvidos diversos projetos pedagógicos educacionais como: Ensino Médio Inovador, Mais Educação, Xadrez, Mudança de Hábito, Oficinas da Rádio Escola, Dança, Música, Teatro, Letramento, Informática, Vídeos e Horta. A retomada dos jogos internos, com a participação de professores, alunos e funcionários. Uma escola que pode executar campanha de arrecadação de alimentos e brinquedos com espetacular sucesso, para atender os mais necessitados do próprio bairro ou de bairros vizinhos, além de resultados com aprovação de alunos da Escola no ENEM e vestibular da UEAP e UNIFAP, não pode ter seu comando esfacelado e os seus relacionamentos encerrados, por causa da vontade de alguém que não conhecem a realidade da educação no Amapá e substitui o sucesso pelo agrado à amigos ou auxiliares de “bandeiradas”. O reconhecimento dos alunos e da comunidade é absolutamente o certificado do bom trabalho que recebeu o prêmio da comunidade, pelo reconhecimento, e está lhe sendo oferecido o castigo do encerramento, pela exoneração dos principais responsáveis. Concordar com isso, jamais. É o que estão repetindo, a todos com os quais os professores, os alunos e os funcionários têm a chance de conversar. |